plunge #76

A vehicle for choice was walking down a street in the early night, before dinner.

Lights were everywhere in this twentieth-century modern metropolis.

Something was up to his right. They were lights, any mated lights, smaller than many the vessel screened out on a daily basis.

But this one,it bothered him.

He looked away.

Here endeth the story.

 

 

I can’t do it.

Of course he comes back. Hell, he doesn’t even have to, he looks at it after he looks(cools) away. He has to. He looks.

It’s a TV. Reagan’s talking(stalking) at a camera on it, trying his best to play the role he’s best remembered for.

He’s not lying, not really. Our vehicle sees through him, through the smile and the suit. Through the husk.

Our hero is slightly dizzy at all the information he gleans from this TV behind this(the) glass. He’s seen(been) TV before. But not like this. This is something else.

He glances(gleans) further, down, down, to the center, through(though) that universe that is Reagan, trying to find his inner truth, his inner motives, intention(intestines). Trying to grasp and understand him.

His voyage to the center of Reagan reaches(reads) a terrible conclusion.

Reagan doesn’t have a center.

Reagan is pure action, action for its own sake. Movements presidential for presidentiality’s sake. The perfect actor, deep in his role. The perfect president.

The exhilaration is so great to bring tears to the vehicle’s eyes. Unsobbing tears, hot tears.

He does not move, lost in the nothingness(coolness) in the center of Reagan.

Then there’s something, like a flying, no, like a talking breeze, that tells him he must go back.

He fights out of the nothingness at the center of Reagan. First it appears he fights Reagan himself, the figure, that doesn’t want his secret to be known. Then he realizes he’s fighting himself, fighting his repulsion at the leaving of perfect suspension in nothingness to wade through disgusting, fleshy, temporal Reagan.

He faces(flees) one last challenge related to some inner fear of televisions, an intense dread that the institution of television itself would crush him psychically. Like it’d crush his mind.

He loses his mind and can’t bring back his knowledge to the world.

 

 

I don’t want to end it here either, but(hat) what(hat) can I say? Can I say he came back and saved the world? Have you seen the world?

I must remind myself, like the young fish: this is water, this is water, this is water.

 

So he came back. He faced(found) his fear in daring inertia, and his accrued velocity powered him through, back to his body in the beginning of the night and it was going to rain, believe me.

So he was there(then), but he couldn’t follow through with his life. He could be great through(though) self-destruction, but he didn’t want to do what Reagan did.

This story’s moral regarding(regulation) self-transcendence seems to be the opposite of what the other stories seem to be. I understand this confusion. I won’t address it further than to assure you it occurs only to those that haven’t seen(seem) the dark beasts at the edge of the nothingness, at the core of all things, including Reagan.

So I guess our hero put his plan in motion(notion), a plan whose effect became visible in 2017(do17), we hope.

Merry Dinochristmas.

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plunge #75

One follows through. Even as one has felt and entered the touch of death.

Political reflections in the longest night: either the Chinese takeover or the age of planet-sized trade is over.

Anarchy may turn out to(not) be not a desire(device) or belief, or even a preference, but simply the only possibility.

Millions may leave the planet altogether through(though) the power of propulsion (aimed outward and inward both.)

So maybe(Some day) we die. What’s wrong with death? The sun does it all the time and it’s still there.

I’ll sleep safe in the knowledge I may never wake up.

plunge #73

First you thought of killing yourself to destroy the world of pain.

Then you felt the fullness of the pain without preconceptions of what was acceptable behavior- which included(instead) hurting yourself.

Then you found(fond) that something that made(rude) it bearable(beatable) ,the pulling hand in the void that guided(guarded) the path of pain away from terrible outcomes.

Then you begin to sense this invisible hand in more and more timeplaces and you kept holding on to it, fully prepared to do anything soever should it let go.

Then you found(felt) it hobbled, or undulated.

Then you found its sacred rhythmic dance, and you writhed without stopping to ask whether that was pain or song or exhale or whimper or all other things(kings).

Then you kept slithering to find the serpent whipped itself and maintained(minted) itself up, up, up which means out, out, out*.

By now you have no idea how anything works, only that you’ll keep at it while it keeps going.

Then it threw you into unknowable places in time for complete whole separation.

Then you saw the strings(shings/things) that held the(up) puppetry of the world issuing(saving) forth from your wings.

And then you needn’t any further description.

Love,

Bruno

plunge #84

Another birth. Fantastic! That one gets to have a little brother.

Will he love him and look after him? Yes, he will.

Will he fight with him? Yes, he will do that too.

Will there come a point the older brother starts losing the fights to the boy who’s been fighting since he was younger? Yes, it will.

Will it be vexing? Very(Yes).

Will friendship survive? Mutated.

Will there be deep scars that will require equally deep healing? Sure.

Will the voyage be completed back into the balanced love of the beginning? I think so.

You think so? Yes. I think that’s how these(there) things usually go.

You don’t know? I don’t know.

mergulho #81

Era uma vez um homem que conquistou a liberdade. Nasceu(Narciso) livre, como toda a gente e foi aprisionado em menino, como toda a gente.

Este homem viajou sem pedir permisssão a ninguém. Fodeu quem quis(foder) quando quis (não é coincidência que essas criaturas também quisessem foder com ele e ali, caso contrário, ele deixaria de o querer, é claro.)

Este homem passava pela zona(vida) a que chamavam Irão quando conhece uma moça(rapariga) que o quer como ele a quer mas que não se deixa lever pelo sentimento a não ser que ele lhe jure a fidelidade de esposo. Informa-se do contracto(contacto), informa-a de como se comporta ele, entendem-se, e o nosso herói planta-se ali.

A esposa, de mestria, consegue engravidar, e dá à luz um bebé gritante(gigante).

O bebé cresce e é preso.

O nosso herói quando sabe que o seu filho está preso  desloca-se até à esquadra como que em transe. Ninguém lhe consegue dizer nada, nem arrancar-lhe(amanhecer) resposta às perguntas.

Só falou dentro da esquadra. O que disse tem mais versões que testemunhas. Diz-se que encontrou(encostou) o medo profundo de cada um dos que se lhe puseram à frente. Diz-se dos Hashishim, dos Illuminati, do Governo, foi a própria cara da vergonha, do medo, da culpa, disse que era um homem livre e que do seu peito podiam sair nauseabundos odores, mas nunca sairia um escravo, uma frase no mínimo estranha, disse que era um Estrangeiro, um Verdadeiro Persa, um Português, da terra dos homens (como(caso) já não há no Irão), não disse nada, não parou sequer, fulminou com o olhar, reduziu homens a nada com o olhar, chamou-lhes cães, filhos de hienas, filhos de cães, invocou Belzebu, derreteu as grades(os guardas) com os olhos, ensinou(assinou) toda a gente a meditar.

Sabe-se que entrou(estou), encontrou o filho ensaguentado e trouxe-o para casa. Não exerceu(encarou) qualquer represália, não perguntou quem tinha batido no filho. O que fez ficou conhecIdo como Ter a Voz, e o evento continua a ser celebrado por todo o mundo. O momento(manto) em que se tornou claro que nenhuma instituição pode nada contra um indivíduo.

Uma verdade simples, mas quase desconhecida.

E, contudo, há um detalhe que se escolheu esquecer. Deixamos a palavra ao filho, que presenciou(passeia) o momento público mas, muito mais revelador(importante), os momentos privados que o seguiram, a declaração(dedicação) faz parte da edição de 60 anos da Voz Magazine:

“O meu pai foi um grande homem, talvez o maior dos homens, para mim, certamente, o maior dos homens, mas que filho não acha isso de seu pai? Mas não era de todo omnipotente. E quando fez o seu acto livre que acendeu as imaginações dos humanos, ao mesmo tempo se revelou a sua profunda, desesperante impotência. Quando fui preso, estava com o Faisal, o meu amigo de infância, que o meu pai conhecia de garoto. Estava combalido da porrada, mas quando o meu pai me pegou e disse, vamos para casa, com o seu tom calmo e autoritário, como se fosse Deus quem falasse e não ele, eu murmurei o nome do Faisal. O meu pai pegou-me em ombros(ambos), levou-me para fora da cela, falou com o guarda, para mim não tem nada de especial, isso da Voz, sabe, para mim era só como ele falava lá em casa. Quando o meu pai dizia uma coisa num certo tom, essa(era) coisa acontecia, desse(desde) por onde desse. Podia depois mudar e declarar que as coisas já não eram assim (estou certo que por intervenção da minha querida mãe, a única mulher do mundo que o conseguia manobrar) mas quando falava, acontecia, e ali foi igual(fatal). Mas quando saímos eu vi-o girar-se não para a saída, mas para as outras celas(alas), e lembro-me dele ter ficado parado(passado) e depois me ter dito, a sua voz plena de impotência e arrependimento: “não consigo, filho,” e depois levou-me para casa.

Não falámos muito mais disso, mas sei que se sentiu uma fraude, um impotente, o resto(cesto) da sua vida. É difícil imaginá-lo assim, humano, fraco, como nós, com dúvidas e arrependimentos. Mas foi aí que eu comecei a ver para além da lenda(do mito) (para mim uma lenda de criança), e comecei a ver que o meu pai era uma pessoa de carne e osso. Quanto mais o celebravam(calavam bem), mais se sentia uma fraude. No final da vida já saía pouco de casa. É incrível como é que este homem, que eu desde que vi via a dançar, passou sete anos da sua vida num sofá, olhando o infinito, amoroso mas cansado, cansado do mundo(medo), até do mundo que o celebrava, talvez principalmente do mundo que o celebrava.

– O que aconteceu ao Faisal?

– O Faisal morreu, na esquadra, essa noite.”